A formiga no carreiro

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

A ''formiga'' mudou de casa

Caros,

''A formiga no carreiro'' mudou de casa. Espero que para melhor. A nova ''rua'' situa-se em:


www.aformiganocarreiro.com


Até breve :)

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Mudar para melhor

Vê-se a quilómetros que este blog não tem tido ultimamente muitos posts. A razão deve-se, sobretudo, à migração que irei fazer para uma webpage. Menos tralha, mais elegância, melhor funcionalidade. Tenham só um pouco mais de paciência. Até breve :)

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Para guardar

Saíu na segunda-feira passada, dia 16 de Janeiro de 2006, o primeiro DVD editado em Portugal sobre formigas. Chama-se ''formigas predadoras'' e vem recheado de coisas boas. Com a chancela da BBC, foi distribuído com o jornal Público do mesmo dia. A comprar. Já.


quinta-feira, janeiro 12, 2006

Plano Director Municipal

As rainhas das colónias são as únicas responsáveis pela sobrevivência da espécie, assim como também regulam o tamanho da colónia e colocam os ovos consoante as necessidades da mesma.
Após se enterrar, e seis semanas depois, a rainha coloca pupas. Pequenas obreiras emergem do primeiro parto da rainha. Estas são fracas e pequenas, mas aptas a arranjar comida, e a cuidar da segunda postura da rainha. Nesta segunda postura, as obreiras já se assemelham em tamanho, ao que seria de esperar numa formiga-bebé. Estas segundas obreiras nascem no Outono. A nova colónia não se torna uma presença notada na vizinhança até à próxima Primavera, quando nessa altura, o formigueiro já terá cerca de 500 habitantes.
No final de 2 anos, a colónia terá alguns milhares de formigas, um ninho subterrâneo bem estruturado, e um pequeno número de formigas fora do formigueiro, à procura de comida. Quando uma colónia sobrevive aos primeiros 2 anos de vida com a rainha viva, esta poderá, na maior parte das vezes, viver até aos 15 anos. A taxa de mortalidade das rainhas no primeiro ano de vida é de 99%. A taxa de mortalidade das rainhas em formigueiros com mais de 2 anos é apenas de 5%.
A colónia começa a reproduzir-se, nascem os primeiros machos e fêmeas virgens, preparando-se para o voo nupcial, que ocorre ao final de 5 anos. Nesta altura, o formigueiro terá cerca de 10.000 insectos. A colónia manterá sensivelmente este número nos próximos 10 a 15 anos, até à morte da rainha (ver figura em baixo).
Grande parte do sucesso de uma colónia deve-se à sua localização no espaço que a rodeia, sendo evidente que a rainha escolhe o melhor possível essa localização. A vizinhança da colónia, especialmente as idades e tamanhos dos vizinhos, determinam se a colónia sobrevive em todo o seu tempo de vida.


Quanto mais velha a colónia, mais formigas ela tem. No final de 5 anos terá cerca de 10.000 formigas e mantém este tamanho até ao fim da vida da rainha. Nessa altura, a colónia morre.

terça-feira, janeiro 10, 2006

Sal & Pimenta

As batedoras Myrmica rubra foram treinadas num labirinto sob condições de diferentes níveis de necessidade de comida com hidratos de carbono (açúcar), ou proteínas (pupas das Lasius niger) como reforço. As formigas foram capazes de modificar o hábito adquirido aquando do reforço da qualidade proteica. Isto mostra-nos que a aprendizagem é possível apenas quando a colónia está faminta. Sob estas condições, depois da mudança de açúcar por pupas ou vice-versa o hábito previamente adquirido é transferido. Algumas horas depois, com toda a colónia saciada, as reacções à comida mostram uma aprendizagem sobre o comportamento não-optimizado, com predominância de reacções exploratórias. Concluí-se que as formigas são capazes de ser condicionadas. Diferentes formas deste fenómeno dependem do nível de saciedade da colónia, e, consequentemente, do nível da motivação social por comida, das batedoras Myrmica.

domingo, janeiro 01, 2006

A ler em 2006

Várias pessoas já me perguntaram como é que comecei a tara das pequenas. Foi depois de ler a preciosidade abaixo. O livro chama-se ''As formigas'', de Bernard Werber. É um romance científico (não existe só o histórico), que mostra muito sobre o reino mirmecológico.
Aconselho ainda para 2006, a leitura de outros livros, na lista que se segue.


O começo de tudo


A obra-prima mirmecológica


Para os putos, tem uns desenhos fantásticos


Dos raríssimos livros editados em português sobre as formigas


Como funciona uma colónia


A segunda obra-prima mirmecológica, dos mesmos autores


O mais chato. O maior. O mais pesado. Só tem letras. Lista todas as formigas existentes


Outro livro para miúdos


Aqui as formigas acomodam-se com as térmitas e abelhas


Sobre a sociedade de insectos


O segundo volume de Bernard Werber, continuando a história do primeiro


Volume especializado em Harvester Ants


International Scientific Series, Vol. XL, de 1893, de Sir John Lubbock


Morfologias das formigas


''Insect Arquitecture'', de James Rennie, 1869

PS - A maior parte destes livros encontram-se no eBay ou na Amazon. Boas leituras.

sexta-feira, dezembro 30, 2005

God Mod

Para quem já experimentou (em miúdo ou graúdo) matar as petizes com uma lupa, aqui têm o reverso da medalha. Só para verem o que custa! :P

Ah, Bom Ano!!!

terça-feira, dezembro 27, 2005

Teste de fim de ano

Vamos a experiências. As formigas são seres extraordinários. Os projectos científicos com formigas podem ajudar-nos a compreender mais acerca delas e como vivem no nosso planeta. Como é que se demonstram certas características das formigas? Como interagem? ''A formiga no carreiro'' preparou um pacote de experiências muito simples e básico para os leitores mais entusiastas deste blog. Em frente, portanto.

Antes de mais, alguns pontos prévios. Nunca, mas nunca mexer nas formigas. Não pode, nem deve existir nenhuma influência exterior que condicione a experiência efectuada. Se forem crianças a fazê-la, aconselho a supervisão de um adulto.


EXPERIÊNCIA # 1
Testem o efeito da mudança de temperatura nas formigas. Precisam de um observatório (um copo grande de plástico transparente, com tampa, em alguma terra lá dentro) e algumas formigas. Também precisam de espaço num frigorífico para colocar lá dentro o observatório.
Anotem a actividade das formigas quando se deslocam à temperatura ambiente. Verifiquem a temperatura existente. Agora coloquem o observatório no frigorífico durante 10 minutos. Depois desses 10 minutos, retirem o observatório e anotem o quanto devagar as formigas se deslocam. As formigas andam mais devagar a temperaturas mais baixas. Quanto mais alta a temperatura, mais actividade têm as pequenas.

Esta experiência responde às seguintes questões: Quais os efeitos da mudança de temperatura nas formigas? Porque é que acontece?


EXPERIÊNCIA # 2
Testem o efeito da luz e da escuridão nas formigas. Precisam agora de 2 observatórios para esta experiência. Disponham 25 formigas em cada observatório. Coloquem um dos observatórios na escuridão durante um determinado espaço de tempo. Coloquem o outro observatório à luz do dia durante o mesmo espaço de tempo. Anotem as diferenças de qual foi a quantidade de trabalho produzido (túneis, montes, escavações, etc.). Desenhem as conclusões da experiência.

Esta experiência responde às seguintes questões: Quais os efeitos da luz e da sombra nas formigas?


EXPERIÊNCIA # 3
Esta experiência, que se pode tornar morosa, serve para testar a habilidade das formigas de construir túneis em terra seca e húmida. Também podemos querer verificar a consistência dos túneis construídos. Coloquem algumas formigas no observatório com terra húmida e cronometrem o tempo. Quando terminarem de construir um túnel com 3 cm, anotem o tempo que as formigas demoraram a construí-lo. Agitem o observatório lentamente, para verificar a consistência do túnel. Agora disponham as formigas num observatório com terra seca. Repitam o processo de cronometragem. Comparem os resultados e tirem conclusões da vossa experiência.

Esta experiência responde às seguintes questões: Para as formigas, qual é a melhor terra para a construção de túneis?


EXPERIÊNCIA # 4
A última experiência permite verificar a reacção das formigas aos diferentes tipos de comida.
Coloquem diversos tipos de comida no observatório (carne, sal, açúcar, citrinos e vegetais verdes) e verifiquem como as formigas se comportam. Preferem certos tipos de comida? Tirem conclusões baseados no resultado das vossas observações.

Esta experiência responde às seguintes questões: Que tipo de comida gostam as formigas? Qual a que menos gostam?

Aguardo com expectativa os vossos resultados.